Guardi, Il Ridotto

L’énigme en soi

Publié dans:  on février 16, 2009 at 11:09 Laisser un commentaire

JOB

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Publié dans:  on mars 11, 2008 at 12:58 Laisser un commentaire

MUCHA, PRAG ….

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EDWARD STEICHEN !!!! KUNSTHAUS ZÜRICH

Edward Steichen
 
 
 
 
 

Edward Steichen. In High Fashion

11. Januar – 30. März 2008

Das Kunsthaus Zürich zeigt den grossen amerikanischen Fotografen des 20. Jahrhunderts von einer unbekannten Seite. Vierzig Jahre nach seinem Tod gelangen Edward Steichens (1879-1973) Original-Abzüge für «Vanity Fair» und «Vogue» erstmals ans Licht der Öffentlichkeit. Die 1920er- und 1930er-Jahre waren der Höhepunkt in Steichens fotografischer Karriere. Unter den Arbeiten, die er für die Zeitschriften des Verlags Condé Nast schuf, finden sich einige seiner beeindruckendsten.

Organisiert durch das Musée de l’Elysée, Lausanne, und die Foundation for the Exhibition of Photography, Minneapolis, in Zusammenarbeit mit dem Kunsthaus Zürich.

Publié dans:  on février 29, 2008 at 12:14 Laisser un commentaire

Lekti-Ecriture.com

Publié dans:  on décembre 21, 2007 at 11:49 Laisser un commentaire

un souvenir d’enfance à Venise

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Publié dans:  on octobre 31, 2007 at 12:58 Laisser un commentaire

Beatus Facundus la nouvelle Jerusalem

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Publié dans:  on septembre 14, 2007 at 5:01 Laisser un commentaire

Beatus d’Urgell

Devarim

« YOU MUST NOT REMAIN INDIFFERENT »

 

 

(traduction de l’hébreu. rabbi Jules Harlow)

 

 

 

Publié dans:  on août 24, 2007 at 9:51 Laisser un commentaire

PAOLO HEITLINGER

O que é a tipografia? A mais breve, mais clara e mais coerente definição é a de Indra Kupferschmid: “Existem apenas três métodos de fazer letras: escrevê-las, desenhá-las ou produzi-las tipograficamente”. Nesta fórmula simples, o presente livro descreve como chegamos ao processo de produzir e usar letras tipograficamente – e como essa invenção beneficia a nossa cultura visual.

Contudo, este livro não foi escrito só para os que produzem, para os profissionais e estudantes que elaboram documentos ou trabalham em design editorial e publicitário. Como o tema ainda não foi tratado abrangentemente por autores portugueses, tento proporcionar uma visão da tipografia com uma perspectiva mais alargada, que possa interessar quem aprecia temas culturais, estéticos e históricos.

Para além de escrever sobre a funcionalidade das letras, também discuto a estética e a expressividade dos caracteres tipográficos, pois como escreveu o poeta e tipógrafo Roger Bringhurst, «letterforms have tone, timbre, character, just as words and sentences do». Estas maravilhosas propriedades – sonoridade, timbre, personalidade – levam a que uma pessoa, quando em contacto estreito e prolongado com muitas letras, mais cedo ou mais tarde se apaixone pelas formas mais sedutoras e atractivas…

Pouco antes de escrever esta introdução, pude ver um documentário sobre o fotógrafo Henri Cartier-Bresson. Falando do seu ofício, o mestre usou a bela expressão «goût de la forme». Então concluí: a tipografia deve ser o gosto pelas formas das letras.
Esse gosto pelo sabor da tipografia já o sinto há muito tempo; já nem sei quando fui pela primeira vez atraído pela sedução que emanam as letras. Mas sei que gostaria de contaminar outras pessoas com esse especial prazer que é descobrir, conhecer e aplicar belas, eloquentes e expressivas formas de letras.

A prática da tipografia não é apenas um gozo e um prazer intelectual e estético; é sempre uma actividade social, de comunicação. «A tipografia está por todas as partes» é um chavão e um lugar-comum, mas não faz mal repeti-lo aqui. Por toda a parte vemos tipografia: jornais, revistas, pan­fletos, prospectos, logótipos, cartazes, cartas, anúncios, catálogos, rótulos e etiquetas, bilhetes, horários, tabuletas, embalagens, ecrãs de televisão, monitores de PC, aparelhos de telecomunicação, terminais de Multi­banco, aeroportos, estações de transportes.

Estamos rodeados por tipografia, que todos os dias e a todas as horas nos comunica mensagens, notícias, publicidade, impulsos, trans­acções, conceitos e ideias no mundo alienado, superlotado, hipercivilizado e saturado que é o meio ambiente da maioria de nós: cidades repletas de tipografia.

A tipografia envolve a forma de comunicação mais importante para muitos seres humanos: veste e multiplica a palavra escrita. É de tal maneira omnipresente que por vezes nem a vemos conscientemente, o que não é necessariamente algo negativo; pode até ser um sinal de que as coisas «funcionam como devem» (pelo menos, para quem a manda fazer).

Entre nós, portugueses, a tipografia muitas vezes não «funciona como deve», pois sofremos de um notório atraso em relação a outros países. Um leitor despreocupado poderá estar (mal) habituado a consumir qualquer letra de qualquer feitio, sem se aperceber das suas características, sem se irritar com a fealdade ou desproporção das suas formas. Mas esta atitude não serve para os técnicos – os directores de arte, designers de comunicação e editores –, aqueles que moldam os sinais, as mensagens, os textos.

Problemas com a terminologia

Neste livro uso deliberadamente termos ingleses, como «typeface designer», porque no nosso idioma é raro o emprego da nomenclatura tipográfica, não porque em Portugal não exista uma terminologia profissional tipográfica, mas porque é muito pouco usada. Ou então porque muitas vezes os termos são usados com um sentido diferente do empregue em outros países –  motivo para desentendimentos e confusões.

Dificuldades deste género aparecem já com o próprio termo «tipografia» – que para a maioria dos portugueses define uma empresa gráfica onde se imprimem documentos, brochuras, livros, cartazes, mas que para a maioria dos outros europeus significa a tecnologia e o saber necessários para desenhar, produzir e usar letras. Quem em Portugal diz tipógrafo está a pensar, na maioria das vezes, num impressor.

Em busca de uma concepção contemporânea, exacta e precisa, multiplicam-se os mal-entendidos. Vejamos: o que nós chamamos «artes gráficas» nunca foram arte – foram e são um ofício técnico, uma profissão. Os profissionais das artes gráficas não são artistas, mas têm de saber trabalhar com o know-how acumulado há séculos, o saber que já orientou os profissionais da composição manual, da mecânica e da impressão no prelo artesanal.

Estas artes degradaram-se. O legado que ainda hoje conservam alguns gráficos da velha guarda – os especialistas da composição manual ou da composição mecânica de tipos de metal – vai inevitavelmente perder-se nos próximos vinte anos. Por minha vontade, esses profissionais experientes seriam subsidiados como museus vivos, assim como se subvencionam no Japão os respei­tados artesãos dos ofícios tradicionais.

E os jovens? A maioria dos jovens profissionais portugueses do design editorial e da paginação digital trabalha por intuição, mas sem conhecimentos de base. Para eles, a tipografia é uma grande icognita. Infelizmente, 99% deles também nunca puseram os pés numa oficina tipográfica. Os primeiros profissionais do design editorial português apareceram há 20 ou 30 anos e os jovens talentos são ainda muito raros.

Tipografia ao alcance de todos?

A tipografia que discuto neste livro representa um legado comum a todos os leitores da chamada cultura ocidental. Creio que a riqueza de formas, de estilos e de conceitos contida no enorme universo tipográfico de hoje deve pertencer conscientemente à cultura lusi­tana, ao design de comunicação português.

O conhecimento profundo e detalhado das centenas de tipos hoje disponíveis é essencial para produzir comunicação textual e visual com qualidade. Comuni­cação com qualidades estéticas, emocionais e intelectuais, perfeitamente adequadas à expressividade, à beleza, à legibilidade dos textos e a uma boa arquitectura de informação.

É benéfico e útil integrar de modo consciente a ri­queza das variações estéticas e funcionais da tipografia – em vez de usar distraidamente as letras que «aparecem» no ecrã do nosso computador. O Desktop Publishing definiu novos paradigmas que exigem uma mudança de atitude; não podemos continuar a ignorar que a boa tipografia é uma contribuição decisiva para um design gráfico funcional e estético.

Temos de pôr em dia os nossos conhecimentos de tipografia. Temos de nos mover ágil e conscientemente dentro do mundo da tipografia internacional. Se assim não for, nunca conseguiremos adquirir o grau de excelência que o desenho de letras e o desenho gráfico atingiram e mantêm noutros países da Europa, alguns deles tão pequenos como o nosso.

Não será necessário discutir muito para chegarmos ao consenso que «a tipografia é uma base essencial do design gráfico». Mas poucos docentes das escolas de Design portuguesas leccionam esta disciplina, e poucos estudantes a aprendem por si mesmos, apesar de disporem de uma ferramenta extremamente útil: a Internet, com muitos web-sites, blogs e newsgroups especializados nesta temática.
Esta letargia face aos assuntos tipográficos não tem de ser o nosso destino de país periférico, como frequentemente se desculpa a falta de curiosidade e iniciativa em Portugal.

Países que foram colónias ibéricas e que continuam a ter economias deficitárias e graves problemas sociais (semelhantes aos nossos) apresentam hoje uma prática tipográfica superior à nossa, tanto em qualidade e criatividade como em quantidade! É o caso do Brasil, do Chile e da Argentina, por exemplo.

Os especialistas portugueses que desenham fontes contam-se com os dedos de uma só mão. Mas o pior não é que sejam poucos, o pior é que quase ninguém fala deles e do óptimo trabalho que fazem…

Quando comecei a leccionar no Curso de Design da Universidade do Algarve, em 2003, as carências que aí (e não só na UALG) observei aguçaram-me a consciência: temos de encontrar rapidamente meios para colmatar esta falta de know-how. O presente livro é uma tentativa de agir nesse sentido. Para atenuar algumas deficiências crónicas no conhecimento e na aplicação da tipografia em Portugal, este livro vai tentar transmitir os mais essenciais e mais básicos factos sobre a evolução e a aplicação das letras. Em breve virei propor outra publicação, complementar a esta: um Manual Tipográfico, com ênfase nas regras de composição e nas boas práticas tipográficas.

Tipografia digital, mas não sem raizes

Desapareceram já quase todos os tipos de chumbo; há que procurar nas mais longínquas vilas do interior de Portugal para encontrar, em pequenas oficinas tipográficas, caixas de composição com o seu recheio de tipos metálicos. Também já não trabalham as fotocompositoras, as primeiras máquinas para «fazer texto» que conheci, há cerca de 30 anos.
Hoje a tipografia é tipografia digital; sucede no PC e no Mac, moldada com software de paginação e ilustração. Mas, por ser digital, a tipografia não deixou de ser ofício, de necessitar do saber profissional para produzir, correcta e esteticamente, informação com letras, números, símbolos e demais formas – com a ajuda de uma bem treinada intuição estética e aplicando as regras do design editorial.

O que outrora era feito manual ou mecanicamente é hoje obtido no computador. Então para quê insistir no elemento histórico, parte importante deste livro? Porque a tipografia é um continuum, uma série de aprovações, reprovações e reafirmações de padrões que estão em vigor há 2 mil anos. Os revivalismos, processados em ciclos mais curtos ou largos, são um motor essencial da evolução da estética tipográfica.

Quem começa a aprender a fazer layouts e composição com programas de paginação imedia­tamente se vê confrontado com dúzias de termos técnicos, todos eles oriundos da tipografia clássica da era dos tipos móveis – outra boa razão para travar conhecimento com a evolução histórica dos tipos – os tipos móveis e os tipos digitais.

Paulo Heitlinger

Publié dans:  on août 21, 2007 at 11:51 Laisser un commentaire